Lei de Incentivo ao Esporte precisa de mais patrocínios

Postado por em out 15, 2012 em Agenda | 0 comentários

Maurício quer ver empresariado usando mais a Lei de Incentivo ao Esporte

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Maurício fará palestra amanhã
Foto: Marcelo Cavalcante/Blog do Torcedor

Do NE10

A falta de investimento do empresariado brasileiro no esporte, de uma forma geral, é uma das preocupações do ex-levantador Maurício Lima, embaixador do Esporte do Banco do Brasil. O bicampeão olímpico (1992 e 2004) fará uma palestra sobre o tema no PE Multi Esportes, nesta sexta-feira (12), a partir das 14h no Centro de Convenções. Para ele, a participação das empresas é uma via de mão dupla: ganham visibilidade e incentivos fiscais com a Lei do Esporte, além de trabalhar para o surgimento de novos talentos.

“O Brasil ainda tem muito a melhorar no marketing esportivo. Existem estudos que comprovam que se você coloca um no esporte tem o retorno de seis, sete. É uma bela ferramenta de inclusão”, pontuou.

E qual o motivo de um investimento tão baixo? Para ele, duas palavras: preconceito e falta de informação. O preconceito por achar que qualquer modalidade esportiva que não seja futebol não dê retorno de imagem esperado. Falta de informação porque a Lei de Incentivo ao Esporte. O texto permite que as empresas abatam até 4% do imposto devido em caso de patrocínios e doações para realização de projetos esportivos
Ele até faz uma comparação – desfavoravelmente – com a Lei Rouanet, de incentivo à cultura. “A cultura usa bem isso. Não sei porque as empresas também não fazem com o esporte. Acho que falta esclarecimento. Em vez de o dinheiro ir para o Governo vai ser revertido em termos de marketing. É um auto-investimento e o vôlei faz isso muito bem”, lembrou.

Essa preocupação vai de encontro com os próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. Para o ex-jogador, o Brasil já está perdendo tempo. O processo de investimento para formação e aperfeiçoamento de atletas deveria ter começado, no mínimo, quando o País foi escolhido como sede da Olimpíada. Também não acredita que isso possa ser feito de maneira mais contudente após um possível fracasso daqui a quatro anos.”Já estamos atrasados. Em quatro anos não é possível formar um atleta. A saída é escola com educação, passando também pela universidade. Um atleta inteligente tem como crescer. E se não conseguir ser atleta pode seguir outra profissão”.

DIRIGENTES - Além do marketing esportivo, Maurício também foi questionado sobre as recentes eleições do Comitê Olímpico Brasileiro e Federação Internacional de Voleibol. No caso do COB ele foi na contra-mão de boa parte da opinião pública, contrária à permanência de Carlos Artuz Nuzman na entidade por tanto tempo – desde 1995.

“Nuzman é competente, transformou o vôlei (presidiu a CBV nos anos 80 e início dos 90). Ele entende do que está fazendo e se está trazendo resultados não tem para que mudar”, comentou. Sobre Ary Graça, recentemente eleito presidente da Federação Internacional de Voleibol, só elogios. “Para ele, o Brasil está á frente dos demais países em termos de estrutura para a modalidade, o que pode levar bons dividendos para o resto do mundo”. Ele só acredita que Graça não conseguirá por muito tempo ficar à frente da FIVB e CBV.

Fonte: www.NE10.uol.com.br

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